O silêncio que se instala no escritório após o puxão de orelha da minha mãe é quase ensurdecedor. Fico encarando o celular sobre a mesa, digerindo cada palavra. Guardar o instrumento mágico. Agir como homem. Ela tem razão. Todos têm razão, menos eu.
Estou prestes a guardar o aparelho no bolso do paletó para tentar focar em qualquer relatório da holding quando a tela acende novamente. O aparelho vibra contra a madeira de mogno, emitindo um som que, neste momento, me causa uma mistura de irritaçã