Selena se deita e pega um dos livros. Folheia algumas páginas sem pressa, como quem procura algo específico — ou confirma o que já suspeita. Depois, troca o livro por um jornal. Lê as manchetes, passa os olhos pelas colunas econômicas, pelas notas pequenas que quase ninguém lê.
Satisfeita, deixa o jornal ao lado da cama, apaga o abajur e permite que o quarto mergulhe no silêncio.
Pela manhã, conversa com Claudia durante o café.
— Vou precisar da sua ajuda — diz, organizando mentalmente o dia. —