Preço de Sangue

Preço de SanguePT

Mamá  Completo
goodnovel18goodnovel
0.0
Reseñas insuficientes
31Capítulos
2.8Kleídos
Leer
Añadido
Denunciar
Resumen
Índice

Vampiros não existem! Pra Dante aquilo era simplesmente tão óbvio, até começar a trabalhar como mordomo na mansão de Victor Conte, um homem lindo, rico e sozinho, da sua idade; ou melhor, aparentemente, ele tinha a sua idade: Dante começou a suspeitar que não, quando seu patrão disse que pagaria qualquer preço por seu sangue.

Leer más

También te gustarán

Comentarios Deje su reseña en la aplicación
No hay comentarios
31 chapters
Vampiros não existem
Vampiros não existem.   — Existem! — Virgílio insistia. — Minha avó me contou, eu consigo até ver. — Ele fechou os olhos e narrou, teatral. — Olhos vermelhos, vidrados...o queixo sujo de sangue, as mãos de garras enormes...trêmulas! — Abriu os olhos, encarando o amigo profundamente, numa pausa dramática. — E então ele correu pra escuridão... E nunca mais foi visto... Mas! — Exclamou. — Um corpo foi encontrado na floresta aquela manhã...e adivinha... — Virgílio se debruçou sobre a mesa, fazendo o outro se afastar alguns centímetros. — Sem. Uma. Gota. De sangue.    — Ah, vá! — Lee sugou seu milk-shake de framboesas, zero por cento impressionado. — VG, isso são só histórias.    — Minha avó não mente, cara, eu já te disse! — Sentou-se corretamente de novo, indignado. — Se ela disse "Eu vi um vampiro", então ela viu um vampiro.    — Certo, certo... — Suspirou, derrotado. — Mas por que você
Leer más
Troca justa
Lee teve uma boa noite de sono, mas o Conte não dormiu. Na manhã seguinte, Lee preparou o café do seu patrão e levou até o escritório. — Bom dia, senhor... — Victor o olhou de esguelha, a mão apoiando o queixo, o cotovelo ao lado do livro aberto sobre a mesa. — É... Victor. — Lee, você pode me fazer um favor? — Passou a página. — Não entre mais aqui hoje, certo? Nem amanhã, nem depois. Preciso... Me concentrar em alguns assuntos. — Nem pra trazer café? — Não vou precisar de café... Esse será suficiente. — Pegou a xícara e soprou a fumaça. — Aliás, obrigado. — Am... Ok... De nada. — Ele está o quê? — Virgílio perguntou, do outro lado da linha. — Definitivamente me evitando. — Lee repetiu. — Já faz uma semana. — Não estou surpreso. — Eu estou! Trabalho pra ele qua
Leer más
Victor Conte
— Conte Victor Conte, rei dos papéis e tintas! — Você... — Victor deu um suspiro cansado. — Ora, ora, ora, é assim que você saúda um amigo de longa data? — Ele riu, sarcástico. — E eu sou seu amigo, por acaso? — Ah, você é! Vem, vamos beber alguma coisa. — Algo que seque mais a garganta do que isso? — Pôs a taça vazia numa bandeja passando na mão de um garçom. — Eu posso te oferecer algo bom pra sua garganta... — Passaram por cortinas vermelhas, que davam para uma sala privada. — Mas não aqui. — Passo. — Victor não esperou ser convidado para se sentar. — Eu gostaria de saber até quando. — Deu mais uma de suas risadinhas burlescas, enchendo dois copos redondos de whisky. — Não é da sua conta. — Longe de mim me meter. — Passou um copo para Victor e se sentou.
Leer más
Distúrbios do sono
Lee voltou pra mansão do senhor Conte na segunda-feira, sem conseguir tirar aquela história da cabeça. Então vampiros ficam sem cor quando estão a muito tempo sem sangue, é isso? Nunca tinha ouvido falar daquilo. — Mande lembranças ao Nosferatu. — Virgílio disse ao se despedir, quando o deixou na rodoviária. — Ah, vá te catar! — Virgílio tinha a certeza firme de que Victor era um vampiro, apesar de sempre falar brincalhão daquela forma, e tinha certeza só por tê-lo visto uma vez e com base nas histórias da sua avó. Queria que as coisas fossem fáceis na sua cabeça também, mas ele ainda não conseguia acreditar totalmente, mesmo com dois furos no pescoço. — Senhor Conte? — Deu uma espiada para dentro do escritório. Ninguém lá.— Patrão Conte? — Chamou de novo, subindo as escadas até o quarto de Victor. A porta dupla estava fechada. Encostou o ouvido na porta. Nada. Quis testar a maçaneta, mas
Leer más
Dante Lee
— Dante Lee, Dante Lee... — Ah, saco... Não deveria ter te contado. — Lee reclamou. — Aff... Eu tô tão... Chateado com tudo isso.— Relaxa, mano; na verdade eu tô surpreso que vocês só transaram.— VG...— Olha pelo lado bom, ele não é casado.— Virgílio, é sério! — Exclamou. — Não foi pra isso que eu aceitei esse emprego, eu... — Esfregou a mão no rosto, agoniado. — Eu tô... Me sentindo culpado.Leer más
Fetiches com sangue
— Fetiches com sangue. Já ouviu falar?— Ah... Já...?... Por alto. — Então... — Ele apoiou os cotovelos nos joelhos. — ... é aí que eu entro. — Falou baixinho, como que contando um segredo. — E você pode entrar também.— Isso não faz sentido. — Ele tomou metade do whisky em um gole. — Você é maluco. — Pessoas pensam que tem fetiches. Nós não, nós temos um fetiche de verdade. Um fetiche com sangue. — Voltou a recostar as costas na cadeira. — Basta se misturar entre elas, as pessoas que acham que tem fetiches sexuais com sangue, e... <
Leer más
Vinho seco
Lee olhou em volta, mesmo que não precisasse, mas na verdade precisou, porque só então notou que não haviam espelhos naquela mansão, sendo a única exceção o espelho velho atrás da porta do armário do seu quarto.  Girou nos calcanhares e abriu a boca, mas Victor já estava na cozinha, conversando com Santino.  — Muito obrigado pelo seu tempo, eu agradeço muito.  — Não agradeça antes de experimentar. — Santino estava amolando uma faca atrás da bancada da cozinha, vestido numa elegante dólmã preta e um lenço vermelho afastando os cabelos do rosto.  — Su
Leer más
Interrogatório
— Hã... — Victor riu soprado, agarrando os joelhos do garoto com as mãos, mas Lee ignorou aquilo e moveu a cintura no seu colo novamente, agora com a mãos firmes nos seus ombros. — Você não tem a menor noção do perigo, Dante Lee. — Puxou o ar entre os dentes, tentando parar Lee de novo, agora apertando suas coxas. — Escuta... Eu posso ficar anos sem sangue, você está muito enganado se acha que consegue barganhar qualquer coisa comigo oferecendo sangue pra mim.— Você até pode, mas é o que você quer? — Jogou os próprios cabelos para trás com a mão, a outra no ombro largo, apertando de leve. — Eu tô aqui, deixando você tomar o quanto te saciar... E pode ser a última vez. — Ergueu as sobrancelhas. — Vai deixar passar? Victor suspir
Leer más
Pequeno ritual
— Por que acha que eu sinto o cheiro dele? — Victor franziu o cenho para ele.    — Não sei... — Girou nos calcanhares, se afastando. — Talvez por causa do jeito que olha para ele.   — Pensei ter te ouvido dizer que não queria se meter.   — E não quero. — Virgílio se sentou de volta na sua cadeira, cruzando as pernas. — Mas se você está assim tão desinteressado no Lee boy... — Virou o restante do whisky na boca. — Você sabe que eu não me preocupo muito se sinto cheiro ou não na hora de tirar o atraso.    — Não me importo. — “Desgraçado”, pensou consigo. — Não tirando a vida dele... Lee é um bom mordomo. &nb
Leer más
Paladar de Vampiro
Pôs a xícara na bandeja de sempre, pondo ao lado um prato cheio de tarteletes de creme inglês com frutas vermelhas que Santi fizera de sobremesa e que acabaram sobrando, e a garrafa de whisky que Conte sempre pedia, com um copinho de shot ao lado. — Hyung. — Ele entrou no escritório. Já eram oito horas; Victor estava acordado, mas bem mais relaxado do que de costume, vestido apenas num robe vermelho escuro, uma calça fina e pantufas nos pés, sentado na poltrona de couro vinho, com um livro particularmente grande no colo. — Seu café.  — Ah, sim... — Victor desviou os olhos do livro por um instante. — Obrigado.  Leer más