Tudo a seu Tempo

Tudo a seu TempoPT

Lari Pontes  En proceso
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Resumen
Índice

Andressa foi criada para ser uma mulher independente e ter muito sucesso em sua carreira, por isso casar e ter filhos não está em seus planos. No entanto, depois de ser traída pelo namorado e beber todas em um aniversário, acaba ficando grávida justamente do cara com quem menos espera ter qualquer envolvimento: Henrique, primo de sua melhor amiga, o mesmo com quem passou boa parte da infância e adolescência brigando.Embora as coisas comecem de uma forma inesperada e que qualquer besteira seja motivo de discussões entre os dois, ela descobre que Henrique não é só o cara idiota, mal-educado e controlador que a incomodava quando menina, ele também pode ser persuasivo e inteligente, calmo e carinhoso e até charmoso e sedutor quando quer.Um romance cheio de intensidade, desde uma vingança contra o ex até momentos de muita paixão e sensualidade.

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32 chapters
Capítulo 1
Pode-se dizer que costumo exagerar um pouco nos meus barracos. Talvez porque seja intensa demais. Também pode-se dizer que na grande maioria das vezes tenho razão para o tamanho de minha irritação com a humanidade. Afinal, parece que sempre há um idiota para furar a fila, ou esquecer do troco, ou tentar passar a perna em um desavisado. Parece até que as pessoas não percebem que não levo desaforo para casa. Veja bem, não tenho sangue de barata; não posso deixar que alguém tente me enganar ou as pessoas com quem me importo. Não mesmo! Sempre faço tudo o que posso para ajudar quem precisa, em especial aqueles que merecem toda a minha atenção, sabe, aqueles que considero mais fracos. Porém, por mais esperta e ligada que possa parecer pela descrição recém-feita, imagino que seria difícil acreditar que alguma pessoa nesse mundo conseguiria enganar essa pessoinha aqui. Mas sim, isso realmente aconteceu! Posso mesmo ser uma pessoa de extremos. Transpareço toda minha
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Capítulo 2
Uma semana depois, tudo o que eu queria era ficar em casa, sozinha, curtindo minha fossa como uma pessoa normal. Ao menos era o que eu achava que fosse normal. Quer dizer, você passa tanto tempo com uma pessoa, crente de que ela é maravilhosa e quase perfeita em vários aspectos, depois descobre que perdeu todo esse tempo com um imbecil sem coração (ou apenas sem razão), então estava no meu direito.Entretanto, ao contrário de mim, as pessoas com quem convivia não estavam nem aí para meu término nem meus sentimentos e todos concordavam que o que precisava mesmo era sair e esquecer que um dia havia tido um relacionamento sério com um bosta daqueles (palavras de Carolina). Assim, no sábado seguinte, sendo a comemoração do aniversário de Igor, o namorado engraçadinho de minha melhor amiga, fui obrigada a sair de meu confortável ninho de melodrama e autocomi
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Capítulo 3
Antes mesmo de abrir meus olhos, já senti duas coisas estranhas ao acordar no domingo de manhã. A primeira foi que estava de ressaca. Uma terrível dor martelava atrás de meus olhos e uma sensação ruim se passava em meu estômago, além de um gosto horrível dominar minha boca.A segunda foi que alguém mais estava dividindo a cama comigo. Um calor incomum atravessava minha pele em toda a parte esquerda do corpo.Eu estava dormindo de barriga para cima, tapada até o pescoço com o edredom azul que ganhara de meu avô no último aniversário. Parecia um pouco frio, porém, dentro de meu quarto, a sensação era de abafamento.Tentei buscar na memória quem diabos estava ali comigo, mas a dor de cabeça me impedia de conseguir pensar por muito tempo. Cada vez que fazia um esforço, o latejar aumentava. Será que alguma amiga havia
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Capítulo 4
Dizem que existe amor à primeira vista. Particularmente, nunca experienciei esse tipo de sentimentos e nem tenho certeza se isso um dia possa acontecer comigo ou com qualquer pessoa. Acredito que o amor aconteça quando conhecemos a pessoa profundamente e que, à primeira vista, tudo o que pode haver é atração física (por isso certamente já passei muitas vezes, sobretudo com Bernardo). Isto é, como posso amar uma pessoa sem saber nada sobre ela, sem saber se gosta das mesmas coisas que eu, se torce para o time rival ou ronca à noite, se votou em certo candidato ou se não baixa a tampa do vaso?Esse tipo de conhecimento só se adquire mesmo com a convivência diária, em minha humilde opinião.Em contrapartida, acredito fielmente no que chamo de ódio à primeira vista. Foi assim com Henrique. Nossas almas não se bateram, éramos como almas rivais.
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Capítulo 5
Meu aniversário de 27 anos passou completamente despercebido, sem nenhuma comemoração de minha parte. Estar próximo dos trinta me deixava muito nervosa.No dia 23, terça-feira, passei quase todo trabalhando, indo a foro, delegacia e até presídio para protocolar processos e tentar liberar um cliente que tinha sido pego com drogas. Eram poucas gramas e ninguém tinha provas se era para venda ou consumo próprio, então eu precisava me virar como dava para usar isso a meu favor. Ou a favor dele, no caso.Chegando em casa, não fiz nada além de sentar em meu confortável sofá retrátil acinzentado com o sushi pedido na telentrega e uma taça de vinho branco, sozinha e absolutamente cansada, sentindo uma leve cólica me incomodando que apenas me deixava alerta sobre eu estar ovulando ou próximo de menstruar. Depois do término, eu meio que tinha me lib
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Capítulo 6
Uma parte de mim, aquela parte piegas, romântica e estupidamente boba que habitava meu ser, já me imaginava de vestido branco entrando em uma igreja ao som da marcha nupcial, acompanhada de meu pai, enquanto Bernardo me esperava no altar chorando de emoção ao me ver tão linda e feliz. É claro que ele estaria chorando. Se existia algum homem no mundo que chorasse mais que ele, eu desconhecia. Era só começarmos a brigar ou eu ameaçar terminar a relação para que seus olhos começassem a ficar molhados. Foi realmente incrível ele não ter feito isso naquele dia, no shopping. Acho que estava sem reação.Eu era, certamente, o homem daquela relação. Ao menos nesse quesito.Ainda bem, no entanto, que essa parte sentimental e sem sentido de meu subconsciente parecia estar adormecida naquele momento. Ou talvez tivesse falecido ao ser esfaqueada pela trai&cce
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Capítulo 7
Duas semanas depois do ocorrido, achei que nunca mais veria meu dinheiro. Cassiani havia sido solto, mas ninguém me atendia no número que me deu. Às vezes só chamava, outras nem tinha sinal. E cada dia ficava mais preocupada de não receber meus honorários. Até porque já havíamos conversado e Cassiani prometera me entregar pessoalmente quando saísse.Naquele dia, precisava mais uma vez ir ao presídio pegar a assinatura de um garoto que havia sido preso com drogas e que outro preso havia me indicado. Nem o conhecia ainda, mas já havia conseguido encontrar todo o processo com os dados que me enviara pelo Whatsapp. Sim, porque eles conseguiam se comunicar com o lado de fora muito fácil atualmente. Provavelmente era mais fácil falar com alguém que estivesse lá dentro do que com Carolina, que era a rainha de me deixar no vácuo por horas.Entrei na sala e me
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Capítulo 8
Não sabia muito bem por onde começar nem como, mas ao menos sabia que deveria falar sobre aquilo com alguém. Então enviei mensagem a Carolina perguntando se podíamos conversar. Seria difícil, eu estava constrangida, me sentindo culpada e a pessoa mais estúpida, porém só havia uma pessoa em que confiava. Sabia que ela não me julgaria, mas também sabia que ficaria um pouco exaltada demais ao descobrir toda a verdade. Nem lembrava que dia da semana era. Não até que ela disse que tinha reunião na escola e que só poderíamos conversar no dia seguinte, me deixando sozinha com meus pensamentos horríveis. O pior de não conseguir esperar, era fingir que estava tudo bem, mesmo ela insistindo em saber logo do que se tratava. Ainda pior era não conseguir colocar nada no estômago, em parte porque estava muito nervosa, em parte porque tinha a sensação de que tudo que entrasse tentaria sair imediatamente, como realmente aconteceu. Estava me negando a aceitar que haveria uma
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Capítulo 9
Foi o jantar mais esquisito da minha vida. E tenho certeza que Henrique concordava sobre o quão embaraçosa era aquela situação.Para começar, meus amigos nem chegaram a comentar o fato de que eu estaria presente em sua casa quando o convidaram. Logo, quando o primo de Carolina entrou no apartamento, sem ter ideia do que o esperava, e me viu sentada no sofá com provavelmente a cara mais estranha do mundo (e, posso até dizer, sentindo falta de ar e suando, mesmo estando quinze graus na rua), todo mundo percebeu seu choque. O sorriso com o que cumprimentou a prima morreu imediatamente. E a expressão que se formou em seu rosto, não sabia dizer se era vergonha, repulsa, confusão ou até mesmo curiosidade. Definitivamente não era alegria.Ele sabia que alguma coisa estava estranha. Sabia que não o chamariam no mesmo momento em que eu (a não ser que houvesse outras pessoas, o que
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Capítulo 10
— Você achou tão ruim assim a ideia de ter um filho meu? — ele perguntou, depois de um tempo. Eu me afastei, limpando meu rosto com os dedos. Henrique parecia tão diferente, tão inofensivo com aquela expressão meio chateada, meio angustiada. Seus olhos estavam um pouco vermelhos e brilhantes, o que parecia significar que estava se segurando muito para aparentar estar calmo. Ele nunca demonstraria o quão abalado estava, porém eu sabia que o tinha chocado. — Não queria que o pai do meu filho me odiasse — falei, segurando o choro. Henrique sorriu. Era quase imperceptível, mas eu conhecia tão bem sua cara de mau humor constante, as sobrancelhas quase juntas e os lábios curvados para baixo que um leve arquear para cima era fácil de notar. — É claro que não odeio, Andressa — contestou. — A gente pode fazer isso funcionar, não pode? Balancei a cabeça, querendo acreditar que sim, que faríamos aquilo funcionar de alguma maneira. Então o barulho da chav
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