O papel amarelado tremia na minha mão.Passei duas horas trancada no quarto, alinhando as folhas sobre o edredom, traçando linhas invisíveis entre a data do enterro da minha mãe e o registro de entrada de Cameron Cunningham em solo italiano.A vontade de descer as escadas e jogar aqueles jornais na cara do patriarca queimava na minha garganta. Mas não. Se abrisse a boca agora, as portas se fechariam com o dobro de trancas. Vinte e um anos de silêncio não se desmontavam com chilique.O primeiro elo podre dessa corrente tinha nome, sobrenome e morava em Veneza: Virgílio Vaccaro.A boca secou como se eu tivesse engolido cinzas. Guardei os recortes no fundo da gaveta, tranquei a madeira e desci até a cozinha para buscar água.Bryce ainda estava no balcão, terminando uma xícara de café. No segundo em que pisei no piso frio, os olhos dele subiram até os meus, medindo a tensão na linha dos meus ombros.— Você parece que viu um fantasma, Viola.Enchi um copo com água gelada, bebendo metade em
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