Cheguei em casa, naquela noite, escutando a seguinte frase, que é típica de toda mãe que se preze:– Achei que não tinha mais casa.Eu sorri e me larguei ao seu lado, sobre o sofá, deixando meu corpo pesar sobre o dela, que reclamou, óbvio. Nos ajeitamos, até me por deitada com a cabeça em sua perna. Me sentia bem cansada, mas estava em paz... talvez até, não sei, feliz, acho. Meu dia havia sido perfeito e acho que isso era nítido, pois minha mãe, me zoando, disse:– Vou nem perguntar o motivo dessa alegria toda.– Eu tive um bom dia, ué, não pode? – Mesmo que constrangida, brinquei de volta.– Te conheço e não é de hoje, dona moça.– É mesmo, minha senhora?Ela me fez cócegas até me sentir obrigada a implorar que parasse... sou uma pessoa fisicamente sensível. Permaneci deitada enquanto bocejava e olhava pra televisão. Acho que poderia dormir ali mesmo, do jeito que estava, sem me importar com mais nada, mas é lógico que minha mãe não permitiria.– Vai tomar seu banho e comer alguma
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