O eco das algemas estalando nos pulsos de Carlos e Rodrigo ainda parecia vibrar nas paredes seculares da Catedral Central, mas o som que realmente dominava o ambiente era o falatório frenético, misturado aos flashes incessantes das câmeras. O santuário, que minutos antes pretendia ser o palco de uma submissão humilhante, havia se transformado na praça de execução da alta sociedade corrupta.Enquanto os agentes da Polícia Federal escoltavam Carlos — que caminhava com o olhar vazio e arrastando os pés — para fora do altar, Rodrigo tentava resistir de forma patética, lançando olhares de ódio mortal na minha direção.— Você vai pagar por isso, sua maldita! Eu vou sair de lá e te destruir! — urrava Rodrigo, com a veia da testa saltada de raiva, antes de ser empurrado para o corredor central, desaparecendo sob a escolta policial.Júlia, sentada no chão de mármore com o vestido lilás completamente arruinado por suas próprias lágrimas e pela lama do desespero,
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