POV Jenny Eu nem lembrava como tinha conseguido sair da frente daquela casa noturna. O primeiro táxi que passou… Eu praticamente me joguei na frente dele. Os pneus cantaram baixo quando o motorista freou. A porta de trás se abriu. Um casal que se aproximava parou no mesmo instante. A mulher me olhou surpresa. O homem pareceu dizer alguma coisa, mas eu mal consegui ouvir. — Desculpa… — minha voz saiu trêmula. — Eu… eu preciso… Nem consegui terminar a frase. O motorista olhou meu rosto pelo retrovisor e franziu a testa. — Moça… você está bem? Assenti rápido demais. — Só… só me leva pra esse endereço. Minha mão tremia tanto que quase deixei o celular cair enquanto mostrava a localização. O táxi voltou a andar. A cidade passava do lado de fora da janela, mas eu mal enxergava. Meu corpo inteiro queimava. Não era uma febre. Era pior. Muito pior. O calor parecia nascer no meu ventre. Quente. Pulsante. Uma pulsação lenta e pesada que aumentava a cada segundo. Ela sub
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