Não se mexe.A voz de Miguel saiu baixa, firme… diferente de tudo que Laura já tinha ouvido nele.Ela congelou.O coração batia tão forte que parecia ecoar na mata. O som continuava — rastejante, lento, como algo deslizando entre as folhas secas.— Miguel… — ela sussurrou, quase sem voz.— Fica. Parada.Ele deu um passo à frente dela, ficando entre Laura e o que quer que estivesse escondido entre as árvores.O som parou.Por um segundo, o silêncio foi ainda pior.Então, um movimento.Um corpo longo e escuro surgiu entre as folhas, deslizando com precisão.Uma cobra.Laura puxou o ar, assustada, e deu um passo para trás por puro instinto.— Eu disse pra não se mexer! — Miguel falou mais alto, virando rapidamente.Mas já era tarde.A cobra mudou de direção.Agora vinha na direção dela.— Miguel! — o pânico tomou conta da voz dela.Ele reagiu na mesma hora, puxando Laura pelo braço e a trazendo para perto, quase fazendo com que ela perdesse o equilíbrio.— Fica atrás de mim!A cobra se e
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