Aren ainda tinha o peito subindo e descendo descompassado do outro lado da fronteira invisível. A sola da bota pesada cravada na lama, a milímetros da linha imaginária entre as duas colunas de granito. Atrás dele, os quatro guerreiros da guarda de elite não falavam. Rosto duro, de quem não entendia o que via. O Alfa Supremo — o guerreiro mais temido do Norte inteiro — barrado por uma coisa que ninguém enxergava. Maia se apoiou na rocha coberta de musgo e ergueu o tronco devagar. As pernas tremiam de cansaço. Lama na barra do vestido. A capa de pele que Zarek tinha dado pesava nos ombros. Mesmo assim, ao encarar o homem parado do outro lado, alguma coisa quente e feia subiu nela. Pela primeira vez, Aren D'Ávila não conseguia avançar. — Passa dessa linha, Maia — a voz dele cortou o ar frio, grave, tentando segurar a autoridade por cima do choque. — Agora. Maia soltou um riso curto pelo nariz. Seco. Sem graça nenhuma. Limpou o suor frio do queixo com a costa da mão. — Você tá dand
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