Dentro da barraca, iluminada apenas pela luz fraca que atravessa o tecido, percebo que Lucas uniu nossos colchonetes. Ele está deitado de costas para o meu lado. Além disso, juntou nossos cobertores, transformando-os em um só. Deito-me ao lado dele em silêncio, tentando manter uma pequena distância. Puxo uma parte do cobertor para me cobrir e viro de costas para ele, soltando um suspiro baixo. Não consigo relaxar sabendo que ele está tão perto. Escuto o leve farfalhar do tecido enquanto ele se mexe. Em seguida, seu braço envolve delicadamente minha cintura e me puxa para mais perto, fazendo com que nossos corpos se acomodem um atrás do outro. Logo depois, sinto um beijo suave no topo da minha cabeça. — Desculpe pelo que meu pai falou. — Sua voz sai baixa, quase um sussurro. Mordo o lábio inferior, sentindo meu corpo permanecer tenso. — Está tudo bem. A realidade é essa, Lucas. Você vai se casar com uma mulher de uma família influente, seja por amor ou por negócios. Vai construir
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