༺ Dafne Aslan ༻Afastei-me da janela devagar, sentindo uma satisfação estranha e sombria me preencher por dentro. Um sorriso involuntário surgiu no canto dos meus lábios. Ver meu pai correndo como um rato assustado e aquele velho nojento cantando pneu na escuridão trouxe uma leveza inesperada para o meu peito.Caminhei até a pequena mesa, puxei a cadeira e me sentei, pegando a tigela de sopa que Dante deixou ali.Dante me encarou com uma das sobrancelhas erguidas, surpreso com a minha mudança repentina de atitude.— Resolveu comer? — ele perguntou, cruzando os braços no peito.— Sabe o que é? Todo esse confronto abriu o meu apetite — respondi, pegando a colher e levando a primeira porção quente à boca.Alejandro, que continuava parado perto da porta, observando cada gesto meu, deu dois passos na minha direção. Seu olhar sobre mim carregava uma gravidade pesada, quase magnética.— Você fala que não gosta de confusão — ele comentou, a voz grave ressoando pelo quarto. — Mas, no fundo, vo
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