"Valentina"Acordei sob o toque gelado e absurdamente macio de lençóis de seda pretos. Pisquei várias vezes, desorientada, até que o teto trabalhado em gesso e o silêncio sepulcral da suíte do Dante me trouxeram de volta à realidade. Eu estava na mansão Montenegro, prestes a me casar com o próprio Dante Montenegro só porque ele queria infernizar a família antes de virar um brócolis. Olhei para o lado direito do colchão king-size. Estava vazio, mas o perfume amadeirado do Dante dominava o espaço. O mauricinho acordava cedo, quem diria.Tomei um banho rápido no banheiro que parecia maior que a casa de onde eu fui expulsa no dia anterior e me encarei no espelho. Meu cabelo estava selvagem, as ondas impossíveis de domar, mas eu gostava. Abri a minha mala e encarei minhas roupas, basicamente tops, shorts, leggings, jeans e camisetas. Eu não tinha o guarda-roupa de uma dondoca da alta sociedade e nem pretendia fingir ser uma. Vesti uma calça jeans que abraçava minhas coxas grossas e deixava
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