A noite de inauguração do Instituto Aurora era muito mais do que um evento corporativo; era uma declaração de intenções. O casarão restaurado de Pinheiros brilhava sob luzes suaves, e o jardim interno estava lotado de pessoas que, de alguma forma, tinham cruzado o caminho de Helena durante sua longa e silenciosa subida aos bastidores do mercado. Não havia ali celebridades em busca de holofotes, mas sim parceiros de negócios, arquitetos, engenheiras e advogadas que reconheciam a competência técnica que ela sempre exercera.Helena estava no centro do salão principal, vestindo um traje que refletia sua própria marca: elegante, porém austero, com uma força que emanava de dentro para fora. Dante estava por perto, mas não ao lado dela como se fosse uma extensão; ele conversava com um dos investidores, mantendo sua própria esfera de influência, mas com os olhos voltados para ela de tempos em tempos, com aquele brilho de respeito inalterado.Quando o silêncio se fez, Helena subiu ao
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