A luz pálida da manhã seguinte invadia o imenso quarto da mansão, mas Liz mal havia pregado os olhos. Vestindo um roupão de seda escura que Pablo havia deixado à sua disposição, ela observava a tela da televisão ligada no mudo, onde as imagens aéreas da catedral metralhada passavam repetidamente.OGC, a maior emissora do país, exibia a manchete em letras garrafais: "Casamento de Sangue: Atentado contra o novo CEO da maior empresa de transporte deixa rastro de destruição e herdeira da família imperial gravemente ferida". O jornalista apontava para as marcas de tiros nas paredes históricas. Para a mídia, fora uma tragédia comercial; para Liz, fora o batismo de fogo de sua nova realidade.Ela desligou a televisão. A imagem de sua madrasta sendo esbofeteada e de seu pai, Otávio, chorando no asfalto ainda estavam frescas. A engrenagem da vingança havia começado a girar, mas Liz sabia que precisava se mover antes que a próxima onda a engolisse.Determinada, ela amarrou o roupão com força, c
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