No sábado de manhã, o dia amanheceu bonito, com um sol agradável. Decidida a sair de casa para dar uma espairecida e limpar a cabeça, Helena resolveu ir até a floricultura perto do seu prédio, a mesma da semana anterior. Queria comprar flores novas para o vaso da sala e tentar esquecer os problemas.Ela estava concentrada, desta vez escolhendo rosas coloridas, quando sentiu um arrepio. Uma voz bem conhecida ecoou logo atrás dela.— Olha só... Que surpresa te encontrar por aqui.A voz era inconfundível para ela, era Ricardo.Helena travou por alguns segundos, mas forçou o corpo a girar devagar. Ele estava com os braços cruzados, e aquele mesmo sorriso cínico de sempre. No entanto, algo na postura de Helena o fez hesitar temporariamente: não havia o pânico habitual em seus olhos, nem a fragilidade que ele estava acostumado a moldar.Ela ficou parada, séria, olhando para ele sem deixar transparecer nenhuma emoção, bem dif
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