Capítulo 11Manuela RossiSaber que havia alguém que não estivesse brigando, alguém neutro, que conhecia a história deles, era exatamente o que eu precisava.Olhei ansiosa para ele, esperando por respostas.— Há alguns anos ele começou a contar algumas coisas, mas era só aqui entre nós. Quando o Marcos não estava. Ele não se sentia bem em falar perto dele, afinal seria como denegrir o casamento com a mãe dele...— Entendi... Mas me conta. Me fala o que ele dizia.— Eram poucos detalhes, mas em todos eles dava pra ver... dava pra sentir muito amor. Olha, vem comigo.Ele me levou para a parte mais escura do estábulo e acendeu as luzes.Havia um sofá de couro escuro, algumas poltronas, um tapete de couro de vaca e uma lareira que, acho, raramente foi acesa. Afinal, aqui em Goiânia é um calor infernal.Mas o jeito do lugar, os detalhes... tudo parecia um rancho rústico, o que era muito mais a cara dele. Era tudo muito lindo.Ali eu acho que ele podia ser ele mesmo...— Aqui era onde ele
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