AidenDepois daquela noite com Aurora, achei que finalmente conseguiria respirar. A guerra, a dor, as perdas... tudo parecia ter encontrado um lugar para descansar dentro de mim. Mas ainda havia algo no ar, um tipo de nó que se recusava a se desfazer. E, quando Donavan pediu para falar comigo — apenas nós dois — percebi que algumas verdades ainda permaneciam enterradas sob as cinzas da batalha.Nós nos encontramos na antiga clareira, aquela onde tantas decisões haviam sido tomadas — algumas boas, outras que deixaram cicatrizes profundas. O sol estava alto, mas o vento atravessava as árvores com um frio incomum, como se soubesse de algo que eu ainda ignorava.Donavan estava de pé, com as mãos para trás, pensativo. Seus olhos, normalmente indecifráveis, pareciam mais pesados do que de costume.— Desculpe por chamar você aqui desse jeito, em segredo. Para ser sincero, eu nem tinha certeza de que viria — disse ele, sem se virar.— Eu sempre viria, Donavan. Você sabe disso. — Cruzei os bra
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