POV: GhostGhost esperou do lado de fora do consultório de Lívia com a disciplina de um homem que já sobrevivera a tiros, facas, incêndios e interrogatórios, mas que se descobria derrotado por uma porta fechada e dez minutos de silêncio. A capela precisava dele. O portão precisava dele. A cidade inteira parecia ter escolhido aquela manhã para exigir ordens. Ainda assim, seus olhos não saíam da maçaneta.Marco encostou na parede ao lado, trazendo duas xícaras de café.— Uma delas é para você. A outra é para eu parecer útil enquanto espero fofoca médica.Ghost aceitou a xícara sem beber.— Se fizer piada, vou quebrar seu nariz.— Você quebraria meu nariz por tensão emocional. Seria injusto, mas compreensível.Ghost fechou os olhos. A possibilidade de outro filho era uma luz acesa no meio de um depósito cheio de pólvora. Ele queria se ajoelhar, rir, proteger Aurora com paredes de concreto e, ao mesmo tempo, sair pela cidade arrancando Samuel Arantes de qualquer esconderijo antes que a am
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