O som discreto do elevador privativo parou, seguido pelo bipe suave que indicava a abertura das portas no hall da cobertura. Nicholas respirou fundo, endireitou os ombros com a postura rígida de quem se prepara para entrar em campo minado, e caminhou até a entrada. As portas se abriram revelando a figura imponente de Augusto Alencar. Aos setenta e poucos anos, o patriarca da família mantinha os cabelos perfeitamente grisalhos penteados para trás, um terno de corte impecável e o olhar de águia que outrora construiu o império hoteleiro — um olhar que parecia enxergar através de qualquer mentira, por mais bem-feita que fosse. — Bom dia, meu rapaz — Augusto cumprimentou com a voz grave e firme, avançando para o interior da sala com a bengala de castão prateado batendo ritmicamente contra o piso de mármore. Ele parou e olhou ao redor, erguendo uma sobrancelha grisalha. — Pensei que encontraria os recém-casados desfrutando da primeira manhã de casados, mas pelo visto você já está com e
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