ELISE A atmosfera no apartamento do Domenico ainda vibrava com a eletricidade do que tínhamos acabado de fazer. O ar estava pesado, com aquele cheiro inconfundível de suor, perfume caro e entrega. Eu me sentia invencível. Domenico era um homem potente, acostumado a dominar, mas hoje ele foi apenas o meu brinquedo. Eu ditei o ritmo, eu ditei as regras, e a cada arranhão que eu deixava nas costas dele, a cada mordida no ombro que o fazia rosnar de puro tesão, eu sentia que estava recuperando cada pedaço de mim que a Vértice tentou apagar. Fazia tanto tempo que eu não fazia isso, que me escondia, que me diminuia. Quando finalmente desabamos, a exaustão era deliciosa. Domenico se jogou na cama, o peito subindo e descendo freneticamente. Ele tinha um sorriso fascinado, quase incrédulo, enquanto olhava para o teto e passava a mão pelo cabelo bagunçado. — O que foi isso? ele ofegou, a voz rouca. — Meu Deus, Elise... você acabou comigo. Literalmente. Sorri, uma sati
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