Klaus Joseph Retiro as abotoaduras de ouro, presente de Joshuel.Guardo nos meus pertences, daqui a dois ciclos de noite vou viajar.— Quero ficar no meu quarto.Ouço o protesto frio de Celeste.Giro para vê-la retirando o véu.— És minha esposa… dormirás ao meu lado até a minha morte.Imponho.Ela bufa, revirando os olhos.— Torço para não demorar.Ela diz, eu sinto a mentira em suas palavras, porém não demonstro.Dou um passo à frente.Depois, outro.Encurto a distância, até sentir sua respiração quente.— Ficar viúva te interessa, Celeste?Provoco.Ela prende a respiração.— Não sejas tolo, bastardo.Diz, dando as costas para mim.Tenho o ímpeto de soltar seus fios e sentir seu delicado perfume, mas me contenho.Deixo as minhas mãos caírem ao lado do corpo.— Será hoje?Ouço o sussurro. Trêmulo quase afiado.— Só a tocarei quando me ver como seu igual, não bastardo, nem alfa, apenas seu parceiro.Minha voz soa mais rouca do que o esperado.Ela gira, vejo seu peito subir e descer.
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