CAPÍTULO 12 Ecos da CasaO silêncio da casa era diferente durante a madrugada.Não era absoluto.Havia o estalar discreto da madeira, o vento deslizando pelas janelas antigas e, de vez em quando, um leve ruído vindo de algum lugar distante, como se a própria construção respirasse enquanto todos dormiam.Elara virou-se de lado na cama.O corpo finalmente começava a relaxar depois da longa viagem, mas a mente ainda parecia presa aos acontecimentos do dia.A carta.Grinvale.Agnes.A velha casa.Tudo acontecera depressa demais para que conseguisse compreender.Abriu os olhos por um instante.A luz da lua atravessava a cortina meio aberta e desenhava formas suaves no teto de madeira.Foi então que percebeu um detalhe que lhe passara despercebido.Bem acima da cama havia uma antiga inscrição entalhada na madeira.Não parecia uma frase.Também não era um desenho comum.Linhas delicadas formavam um símbolo circular entrelaçado por pequenos traços que o tempo quase havia apagado.Elara fran
Ler mais