— Deixaremos as explicações para depois — Baltazar interrompeu, retirando seus instrumentos de dentro da maleta. — Preciso ajudar a pequena Charlotte primeiro.Aquele maldito já sabia quem era minha filha e onde ela estava. Eu ainda me lembrava das suas promessas em encontrá-la, das suas palavras doces dizendo que me ajudaria enquanto mentia pelas minhas costas. Observei suas mãos tocarem a pele de Charlotte, as mesmas mãos que tentaram me matar, as mesmas mãos que a tiraram de mim e que me condenaram a três anos de inferno.Minha garganta fechou de novo, as lágrimas prontas para caírem. Movi meus pés ligeiramente, dando a volta na cama, pronta para sair do quarto, quando a mão de Gabriel segurou meu pulso, seu corpo se projetando na minha frente, no mesmo segundo em que a primeira lágrima escorreu pelos meus olhos.— Eu não ordenei que você saísse — ele apertou com mais força, as palavras saindo em um sussurro —, você fica aqui até eu entender o que aconteceu.— Está achando que fiz
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