A respiração dela estava quente contra minha pele, os lábios trêmulos ainda pressionados contra os meus. O quarto estava silencioso, o ar carregado de algo que eu não conseguia nomear. Meus dedos deslizaram por sua nuca, sentindo os fios macios escorrerem entre eles. Ela estremeceu, e eu soube que ela sentia o mesmo que eu. Meu peito subia e descia devagar, tentando controlar a urgência, tentando absorver cada detalhe. A forma como seu corpo se moldava ao meu, como sua pele reagia sob meu toque, como seu calor me cercava por completo. Minhas mãos percorreram suas costas nuas, a ponta dos dedos desenhando cada curva, cada arrepio que ela entregava sem perceber. Seu corpo era um livro aberto para mim, e eu estava prestes a lê-lo com a devoção de quem precisava de algo para acreditar. Apertei sua cintura com mais firmeza, sentindo-a suspirar contra minha boca. Ela se moveu, encaixando-se ainda mais, as coxas apertando meus quadris enquanto seus dedos cravavam em meus ombros. A
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