O silêncio dentro do santuário tornou-se absoluto.Ninguém desviava os olhos do homem parado na escadaria.A chuva escorria pelo sobretudo escuro, formando pequenas poças sobre os degraus de pedra.Seu rosto era marcado pelo tempo.Os cabelos grisalhos contrastavam com os olhos claros, atentos, carregados por uma tristeza que não parecia fingida.Laura levantou a arma.— Pare onde está.O desconhecido ergueu lentamente as mãos.— Não vim lutar.Sua voz era grave.Controlada.— Vim cumprir o último pedido do meu irmão.Caetano permaneceu entre ele e Alina.— Artur nunca mencionou um irmão.O homem sorriu de forma amarga.— Porque, durante quarenta anos, para o mundo nós deixamos de ser irmãos.Donatella observava atentamente seu rosto.Havia algo familiar.A maneira de olhar.O jeito de permanecer imóvel.Como se tivesse sido treinado para controlar qualquer emoção.Otávio deu um passo à frente.— Qual é o seu nome?O homem demorou alguns segundos para responder.— Nasci como Elias.Ma
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