Às sete horas em ponto da manhã de sexta-feira, a névoa típica da costa cobria os arranha-céus da metrópole de Silveridge, refletindo-se nos vidros espelhados da King Corp. Dentro do escritório da diretoria, o ambiente estava na penumbra, iluminado apenas pelas arandelas de parede. Alexander King estava sentado atrás de sua imensa mesa de jacarandá, com os dedos entrelaçados e a pasta de couro contendo o dossiê de Marcus bem diante de si.A porta dupla abriu-se, e o embaixador Oliver Vanderbilt entrou. O diplomata, sempre impecável em seus ternos europeus e postura altiva, parecia visivelmente desgastado. As olheiras profundas sob seus olhos e o nó ligeiramente desalinhado de sua gravata entregavam que ele não havia dormido após a ligação de Alexander. Ele fechou a porta atrás de si, caminhou até a mesa e sentou-se na cadeira de couro oposta, sustentando o olhar do jovem empresário.— Você foi bastante enigmático e... agressivo no telefone, Alexander — começou Oliver, adotando aquela
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