Capítulo 23 — Uma Trégua no TempoVictoria ClarkO despertar veio em camadas, lento e preguiçoso, me arrastando para fora de um limbo de exaustão que parecia ter durado horas. Aos poucos, os meus sentidos foram retornando. O primeiro estímulo foi a percepção de um peso sólido e reconfortante sobre o meu corpo, seguido pelo calor constante de uma respiração compassada batendo direto contra a curva do meu pescoço.Quando finalmente abri os olhos, piscando contra a penumbra do quarto, meu coração deu um solavanco.Adrian estava dormindo profundamente, aninhado a mim. Um de seus braços longos e pesados cruzava a minha cintura, me mantendo firmemente colada ao seu peito, enquanto uma de suas pernas estava jogada sobre as minhas, me prendendo em um abraço possessivo que eu não esperava encontrar. No primeiro milésimo de segundo, o meu instinto de sobrevivência, aquele maldito mecanismo de defesa que eu vinha alimentando há anos, gritou para eu sair dali. Mandou que eu o empurrasse, que in
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