As palavras da idosa ecoaram pelo jardim subterrâneo.Ninguém se moveu.Leonardo permaneceu parado diante da pequena casa de madeira, enquanto a mulher continuava olhando para ele com os olhos marejados.Vicente abaixou discretamente a cabeça.Havia respeito em seu gesto.Muito mais do que isso.Havia carinho.A mulher enxugou as lágrimas com delicadeza.Sorriu outra vez.— Desculpem... a idade faz com que algumas lembranças encontrem o caminho mais rápido até o coração.Leonardo aproximou-se lentamente.— A senhora conheceu meu pai.Ela soltou uma breve risada.— Conheci o menino curioso que desmontava relógios para descobrir como o tempo funcionava.Conheci o jovem que fazia perguntas impossíveis.E conheci o homem que decidiu carregar um peso que nunca deveria ter pertencido apenas a ele.Valentina observava tudo em silêncio.Era a primeira vez, desde o início daquela investigação, que alguém falava de Eduardo sem mencionar sangue, perseguições ou conspirações.Falava dele como fil
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