O disparo rompeu a escuridão.O estampido reverberou pelo túnel, seguido pelo som de um corpo atingindo o chão.Durante alguns segundos, ninguém conseguiu distinguir quem havia sido alvejado.As luzes de emergência demoraram a entrar em funcionamento.Quando finalmente se acenderam, tingindo o corredor com um vermelho pulsante, todos prenderam a respiração.Gabriel estava ajoelhado.Seu colete havia absorvido o impacto da bala.Mesmo assim, o golpe o lançou contra a parede de concreto.Ele respirava com dificuldade, mas continuava consciente.— Estou... bem...Leonardo não perdeu tempo.Apontou a arma para Augusto.O velho permanecia exatamente onde estava.As mãos continuavam abaixadas.O semblante permanecia sereno.Como se esperasse aquele desfecho.Bellini aproximou-se rapidamente de Gabriel.Verificou o colete.A placa balística estava completamente rachada.— Você teve sorte.Gabriel forçou um sorriso.— Ainda não chegou minha hora.Matteo manteve os olhos fixos em Augusto.— Qu
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