Capítulo 54 — Eu acho que... que te amo pra caralho, Alana Dumont.
POV AlanaA porta se fechou atrás dele com um clique decisivo. O som da fechadura girando ecoou no quarto como uma sentença. Hunter girou a chave devagar, deliberadamente, e guardou-a no bolso da calça social cinza que ainda vestia. O peito largo subia e descia, marcado por veias saltadas, o suor brilhando na pele morena sob a luz baixa do abajur.— O que você pensa que está fazendo, Hunter? — perguntei, a voz ainda firme, embora meu corpo traísse a dormência fria que o Acônito espalhava pelo meu ventre.Ele não respondeu de imediato. Apenas virou o rosto para mim e abriu um sorriso de lado — lento, perigoso, carregado de uma fome que o laço empático transformava em lava líquida dentro do meu peito. Aqueles olhos castanhos quase pretos me prenderam no lugar. Sem camisa, músculos definidos tensionados, ele parecia mais lobo do que homem.— Estou trancando o que é meu — murmurou, a voz rouca e baixa, vibrando direto entre minhas pernas.Ele avançou.Em dois passos largos, Hunter me alca
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