Os lábios de Erick ainda estavam nos seus, a mão ainda dentro da sua blusa, e, de repente, não parecia mais tão difícil. Porque ela não estava pensando nele. Ela estava pensando no homem de olhos ferozes e sorriso sedutor que a havia virado contra a parede e a feito gemer sem nem saber seu nome. Ela sentiu um arrepio de prazer percorrer sua espinha. Sua respiração mudou. E isso a surpreendeu de verdade. Seus olhos se abriram. Erick percebeu. Ele desacelerou o beijo e afastou levemente os lábios, o bastante para encará-la com aqueles olhos que antes ela achava tão gentis e sinceros. Ele recuou a mão, tirando-a de dentro da blusa dela com cuidado, e deixou escapar: — Acho que me empolguei. E Kaily, com o corpo ainda tremendo por um desejo que não pertencia ao homem à sua frente, ficou em silêncio. Ela o encarou, os olhos ainda turvos. Ele sempre foi paciente. Sempre disse que esperaria o tempo que fosse n
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