Aurora Whitmore Na hora do almoço, a tensão continuava ali, invisível, silenciosa e persistente. Emily falava sobre o cavalo novo enquanto nós dois respondíamos apenas o necessário. Às vezes nossos dedos quase se encontravam quando pegávamos o mesmo prato e levantávamos os olhos exatamente ao mesmo tempo. E toda vez que isso acontecia, Magnus sempre desviava o olhar. Era como se tivesse medo de permanecer e descobrir até onde essa situação nos levaria. O que mais me chamava atenção, porém, era que aquele desconforto não tinha começado naquela mesa. Tinha começado no celeiro. Desde que Emily, com a sinceridade desarmada de uma criança, disse que nós "conversávamos com os olhos", Magnus parecia diferente. Continuava educado, firme e impecavelmente controlado, mas havia pequenas rachaduras que só apareciam para quem prestava atenção. E eu prestava. Ele demorava um pouco mais para responder quando eu fazia alguma pergunta. Endurecia o maxilar sempre que nossos olhares se encontravam. E,
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