POV de MarianaO ar dentro do armazém era pesado, denso, como se o próprio lugar estivesse prendendo a respiração. As paredes de cimento estavam manchadas de ferrugem e umidade, as lâmpadas no teto piscavam num ritmo irregular, lançando sombras que dançavam nos cantos como fantasmas. O cheiro era uma mistura de mofo, gasolina e sangue. Muito sangue.Eu estava na retaguarda com a Beckett e três dos meus melhores homens. O Adrian tinha entrado pela frente, sozinho, como a Viúva Negra exigiu. Mas nós não íamos jogar o jogo dela. Não mais."Todo mundo em posição?", murmurei no rádio."Equipe um, pronta", respondeu a Beckett."Equipe dois, pronta", respondeu o Lee, que estava do lado de fora com a Bruna, vigiando as saídas."Equipe três, pronta", respondeu o Alexandre."Adrian?""Pronto", respondeu ele. A voz estava tensa, mas controlada. Ele estava na entrada principal, as mãos erguidas, sem armas visíveis. Mas a verdadeira arma estava escondida no coldre, junto ao peito."Então vamos. Em
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