E nesse momento, ele não hesitou mais. Veio para cima de mim com velocidade, segurou-me com firmeza e prendeu-me contra a parede gelada, com o corpo grande e quente pressionando o meu, imobilizando-me completamente, sem me dar espaço para escapar. Suas mãos seguraram os meus pulsos, ergueu-os e manteve-os presos acima da minha cabeça; o seu olhar estava mais intenso do que nunca, perfurando-me, despindo-me, lendo-me por inteiro, como se pudesse ver até a minha alma. — Achei que iríamos fingir que nada aconteceu — falei, tentando me debater, tentando sair do seu agarre, tentando não demonstrar o quanto, na verdade, eu queria exatamente o contrário. Ele chegou ainda mais perto, roçando a boca no meu ouvido, a respiração quente e pesada contra a minha pele arrepiada. — Realmente não aconteceu nada ontem… — sussurrou, e eu senti um arrepio forte subir pela minha espinha, fazendo-me tremer as pernas. — Mas vai acontecer algo agora, se você não me der as respostas que estou exig
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