Jasper estava inclinado sobre mim, preocupado, verificando os meus ferimentos, mas de repente ele foi atingido com tanta força que foi chutado para longe, rolando na lama. Nossos olhos seguiram o movimento, e lá estava ele: Boris, parado, imóvel, olhando para nós dois com ódio mortal estampado no rosto. Jasper se pôs de pé imediatamente, apesar do cansaço e dos ferimentos. Então os dois começaram a se circular lentamente, como dois predadores antigos, prontos para o ataque final, analisando‑se em cada detalhe, cada movimento, cada respiração. Os olhos de Boris brilhavam num vermelho intenso, como sangue puro, cheios de raiva, decepção e uma sede de sangue que durava séculos. Já os olhos de Jasper, dourados e firmes, mostravam calma, verdade e determinação, apesar de tudo o que havia acontecido até ali. Ambos se olharam friamente, sem piscar, sem desviar o olhar. Era uma batalha de vontades antes mesmo de ser uma batalha física. — Hoje vou matar você, Jasper… e vou jogar a sua car
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