Eu olho para o Donovan, Sofia e Demia, e por um instante tudo o que consigo ver é o reflexo do mal que causei. Eu fiz tanto mal a esses três, de maneiras que deixaram cicatrizes profundas. Donovan não se lembra de mim, não se lembra de absolutamente nada do nosso passado em comum, mas a Demia lembra de cada detalhe. A Sofia também. E é justamente essa memória intacta que torna o que acontece agora tão avassalador.A grandiosidade de Sofia me abraçar, de me acolher com genuína compaixão — algo que eu nunca fiz por ela, já que a minha única intenção sempre foi destruí-la —, me esmaga por dentro. Esse abraço me faz sentir tão pequena, despida de toda a pose e de toda a marra que carreguei durante toda a minha vida.Engulo em seco, sinto a garganta apertada, e olho diretamente para a Sofia.— Sabe, Sofia... Eu me sinto tão mal — minha voz sai trêmula, despida daquela prepotência de mais cedo. — Quando o Donovan me expulsou hoje do escritório dele, eu saí de lá cega de raiva. Com um senti
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