A luz do domingo entrou no apartamento pelas frestas da cortina com uma suavidade que contrastava com o caos da madrugada. Yasmin estava deitada na própria cama, com a lateral da cabeça latejando numa dor surda e o curativo na testa lembrando o susto da balada. A sensação de tontura ainda aparecia se ela tentasse levantar rápido demais, o que a forçava a aceitar uma posição que ela detestava: a de depender de alguém.Thiago passou a manhã toda ali, movendo-se pelo quarto com passos firmes e silenciosos. O cuidado dele era totalmente prático. Ele entrava de hora em hora para deixar um copo d’água fresco na mesa de cabeceira, checar o horário do analgésico e garantir que ela não estava encostando no celular. Não havia cobrança no rosto dele, nenhuma tentativa de usar o papel de cuidador como moeda de troc
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