DanteAjeitei a manga do terno, verificando se a arma ainda estava ali, e olhei fixo para Valentina, tentando organizar os pensamentos.Não foi ela, não tinha como, ela estava comigo, mas outra ideia atravessou meu cérebro feito uma faca.Será que tudo aquilo tinha sido planejado?O flerte, a tensão, o beijo, ela me tirando do salão exatamente no momento do roubo.Dio mio.Valentina percebeu a mudança no meu olhar imediatamente, ela sempre percebia tudo, parecia saber me ler como um jornal aberto.— O que foi?Perguntou, esperando a minha resposta, inclinou minimamente a cabeça, observando meu ponto eletrônico.— Seu chefe te deu uma bronca?Minha voz saiu mais dura do que eu pretendia:— Roubaram o quadro.Os olhos dela arregalaram instantaneamente e aquilo parecia genuíno.— Como assim?Dei um passo para trás, tentando voltar a pensar como agente e não como homem completamente obcecado por uma suspeita internacional usando vestido verde.— Agora mesmo.Minha mandíbula travou.— Você
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