Naquele instante, Maurício sentiu como se seu coração estivesse sendo rasgado vivo.Maitê estava certa. No fundo, ele nunca realmente respeitou Diana.Ele era o filho prodígio, inteligente, brilhante, excepcional em tudo. Aos três anos, já aprendia sete idiomas. Aos dez, começou a lidar com pequenos negócios do Grupo Ávila. Seu ponto de partida sempre esteve muito acima do das pessoas comuns. Lia qualquer livro uma única vez e nunca esquecia. Aprendia qualquer coisa com facilidade absurda.Já Diana era praticamente uma inútil. Incapaz de aprender qualquer coisa.Quando criança, Maurício, na verdade, desprezava bastante aquela "irmã". Naquela época, ela ainda se chamava Diana Ávila. Era lenta demais, boba demais. Só conseguiu aprender a contar de um a dez aos três anos. Não decorava poemas clássicos, não sabia inglês, muito menos francês.Mais de uma vez, Maurício se perguntou se aquela idiota era mesmo sua irmã biológica.Mesmo a desprezando, ela ainda era sua irmã. E, além disso, Dian
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