DULCEDepois de um dia que pareceu durar uma eternidade voltamos para casa, logo após termos saído da clínica de reabilitação.O telefonema com o avô dele ainda ecoava na minha cabeça. Mas, sinceramente...eu entendia Damião em ter desligado a chamada em sua cara.Depois de tudo o que ele havia dito, eu também teria feito o mesmo.Assim que o carro entrou pelos portões da mansão, suspirei discretamente.Finalmente.Casa.Eu só queria que Damião descansasse.Ele insistia que estava bem, mas bastava olhar para seu rosto para perceber que não estava. Ainda estava pálido, caminhava com certa rigidez por causa da costela machucada e, vez ou outra, fazia pequenas caretas quando esquecia da própria limitação e se movia rápido demais.Teimoso.Cabeça dura.Assim que entramos, Marta veio nos receber.— Senhor Damião...Os olhos dela imediatamente se encheram de preocupação.— O doutor Álvaro já está esperando o senhor no escritório.Damião soltou um suspiro resignado.— Nem cinco minutos de paz
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