Quando falou, sua voz estava menor:— Obrigada por isso também.Ryan recostou-se na cadeira.— Mas vou ser honesto. Isso não pode ficar assim por muito tempo.— Eu sei.— Não só por ele. Por você. Pela criança. Por segurança. Por estratégia. Por tudo.— Eu sei, Ryan.E ele ouviu, naquela repetição, todo o cansaço de uma mulher que já carregava mais do que deveria.Depois da ligação, Ryan ficou alguns minutos olhando para a porta fechada de seu escritório.Emma grávida.De Alexander.Se existia uma combinação capaz de transformar seu amigo em uma tempestade nuclear de culpa, amor, medo, posse e arrependimento, era aquela.Ryan conhecia Alexander havia quase vinte anos. Conhecia suas muralhas, suas falhas, sua arrogância, seu terror de confiar, sua obsessão por controlar qualquer variável emocional antes que ela o destruísse. Sabia também que, quando Alexander amava — e sim, por mais que o próprio idiota demorasse para entender, amava Emma —, esse amor não vinha em forma leve.Vinha com
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