Letícia A pergunta ecoava na minha mente, um sussurro culpado por trás de um gemido abafado: O que eu estou fazendo da minha vida?Mas a resposta estava esmagadoramente clara em cada centímetro do meu corpo. Estava deitada sob Adrian Cortez. O pai do meu ex-noivo. O patriarca. O homem cuja mera presença em uma sala de jantar costumava me fazer baixar os olhos. Agora, essa mesma mão - larga, marcada pelo tempo, incrivelmente suave nas pontas dos dedos - deslizava pela curva do meu quadril, possessiva, como se estivesse reivindicando algo que sempre deveria ter sido dele.Eu devia sentir um mar de culpa. Em vez disso, sentia apenas o fogo líquido que ele tinha derramado em mim minutos antes. Com a boca. Apenas com a boca. Leonardo, em todos os nossos anos juntos, nunca sequer se abaixou para olhar para lá, muito menos para... fazer aquilo. Adrian não só olhou, como adorou. E me fez desabar em pedaços, gritando seu nome em um orgasmo que parecia arrancar minha alma pelo sexo.Agora, ele
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