POR MAIAChegamos na minha casa praticamente em silêncio.As meninas tinham escutado toda a conversa pelo celular e Diana deixou claro, umas três vezes no caminho, que a ligação estava gravada.Mas naquele momento eu não conseguia pensar em provas.Nem em polícia.Nem em denúncia.Minha cabeça parecia cheia demais.Pesada demais.Assim que entramos em casa, fui direto para o quintal e me sentei no pequeno banco de madeira perto da horta.Sem coragem de entrar.Sem coragem de pensar.Valéria se sentou ao meu lado em silêncio.Por alguns segundos, nenhuma de nós falou nada.Então ela segurou minha mão devagar.— Eu tô com você, amiga. A gente vai resolver isso.Aquilo quase me fez chorar outra vez.Diana apareceu logo depois carregando três taças e uma garrafa de vinho rosé que estava esquecida na minha geladeira.— Pra acalmar os nervos — ela anunciou enquanto servia as taças.Soltei uma risada fraca pelo nariz.— Obrigada, meninas… de verdade.Olhei para as duas.— Obrigada por ficare
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