75. Ele Ficou Assim Por Obrigação
Consegui sobreviver a uma queda de pressão, a uma noite no hospital e ao medo de algo estar errado com meus bebês. Mas não tenho certeza se vou sobreviver ao café da manhã. Mais especificamente, ao homem sentado ao meu lado, segurando uma torrada como se fosse uma arma e me encarando até que eu dê a próxima mordida. — Dante, isso é um exagero — murmuro, revirando os olhos. — Consigo comer sozinha. — Eu sei — responde, sem desviar o olhar. — Mas prefiro te ajudar com isso. Encaro a torrada com geleia de blueberry por um segundo. Depois, mordo a ponta apenas para acabar com isso. Ele espera, sem pressa, até que eu mastigue e engula. Então, aproxima a torrada novamente. — Dante, você sabe que isso é desnecessário, né? — Sei. Mordo outra vez, finalmente acabando com ela. Meu marido assente, satisfeito, e pega o copo de suco de laranja, estendendo-o para mim. — Bebe. — Dante, eu… — A médica disse hidratação, Amy. Reviro os olhos, mas pego o copo e bebo metade de
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