18. Começando a Tirar Conclusões
Dylan para de andar, ainda com a mão na maçaneta. O olhar dele passa de mim para Dante, de Dante para mim, e consigo ver exatamente o momento em que começa a tirar conclusões. Meu cérebro processa antes do meu corpo, mas, pelo menos, meu corpo também colabora. Me endireito rápido, como se estivesse me recuperando de um tropeço qualquer. Depois, pego a pasta da mão dele e dou um passo para trás, sem olhar para nenhum dos dois. — Obrigada por me segurar, Sr. Ferretti. Esses saltos novos ainda estão me pregando peças. Dante não responde, apenas volta à expressão de sempre: fechada, controlada, impossível de ler. O maxilar, no entanto, está travado. Ele vira o rosto lentamente para Dylan. — Você não bateu? — Bati — Dylan responde, limpando a garganta. — Achei que o senhor tivesse ouvido e… — Da próxima vez, você espera uma resposta antes de entrar. Dylan aperta a mandíbula, mas assente. — Preciso da sua assinatura nos relatórios de fechamento. Dante se aproxima e
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