A área de descanso da agência estava incomumente quieta àquela hora da tarde. Sentada numa das mesas mais isoladas, Alisson dava pequenos goles num suco de frutas, enquanto Regina a observava de braços cruzados e uma expressão cheia de carinho maternal e uma crescente exasperação.— Dois bebês, Alisson — soltou Regina de repente, baixando a voz para que mais ninguém no refeitório as ouvisse —. Dois. Estamos falando do dobro de fraldas, dobro de berços, dobro de leite, roupas, vacinas... É uma fortuna.Alisson suspirou, massageando a têmpora. Sabia aonde aquela conversa ia parar. Tinham tido variações daquela mesma conversa desde que saíram da clínica.— Eu sei, Regina. Estou ajustando o meu orçamento. A nova campanha vai me render um bom bônus, e posso pegar projetos como freelancer nos finais de semana. Vamos ficar bem.— Você não precisa fazer tudo sozinha! — interrompeu Regina, inclinando-se sobre a mesa, os olhos brilhando de indignação —. Ali, não me importa quem seja esse homem.
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