A tarde na empresa foi um martírio. Eu mal conseguia olhar para a tela do computador, os olhos ardendo das lágrimas que eu segurava. Michel tentava se aproximar várias vezes, mandando mensagens internas e falando baixo para não chamar atenção dos outros.— Ravena, por favor, me diz o que está acontecendo. Eu não aguento te ver assim — suplicou ele pela terceira vez, parando ao lado da minha mesa.— Michel, só me deixe em paz. Por favor.Não respondi. Apenas continuei digitando, o corpo rígido, o coração em pedaços. Ele insistiu:— Amor, eu te amo. Seja o que for, a gente conversa. Não me deixa de fora.— Não quero falar com você.— murmurei, a voz rouca e fria, sem nem erguer os olhos.Ele ficou ali por mais alguns segundos, angustiado, antes de voltar para sua cadeira. O silêncio entre nós era pesado. As meninas notaram meu estado no corredor.— Ravena, você está péssima. Ainda está de TPM? — perguntou Larissa, preocupada.— Sim, mas vou ficar bem.— respondi, forçando um sorriso fraco
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