Valentina fechou a mala com as mãos trêmulas. Cada peça de roupa que colocava dentro dela parecia uma traição. O quarto principal da mansão, que havia sido palco de tantas noites de paixão, agora parecia sufocante, como uma prisão dourada.Luis Fernando estava parado na porta, o corpo rígido, os olhos verdes brilhando com uma mistura de fúria, dor e desespero que ela nunca tinha visto nele.— Não faz isso — disse ele, a voz baixa e rouca. — Valentina, por favor... não vai embora.Ela não conseguiu olhar para ele. Continuou fechando a mala, as lágrimas caindo sobre o tecido.— Eu não aguento mais, Luis Fernando. Eu tentei. Tentei de verdade. Mas toda vez que eu começo a confiar em você, aparece uma nova foto, um novo áudio, uma nova mentira. Eu estou me destruindo aqui.Ele entrou no quarto em duas passadas largas e segurou os braços dela, virando-a para encará-lo. Seus olhos estavam vermelhos.— Eu errei. Eu sei que errei. Escondi coisas achando que te protegia, mas eu nunca te traí.
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