HenriqueExatamente o que eu temia, tinha acabado de acontecer. Evelyn aproximou-se e não perdeu a oportunidade de alfinetar Ísis. Aquele olhar frio dela a distância, eu conhecia muito bem. Depois que me viu beijando Ísis daquela maneira era fato que faria algo.Eu não deveria ter beijado Ísis daquele jeito, não pela Evellyn, mas pelo efeito que o beijo me causou. No instante que ela segurou minha lapela e me puxou para perto, todo o resto desapareceu. Beijá-la daquela forma não estava nos meus planos. O sabor dos seus lábios macios, quentes e perigosamente agradáveis me causou sensações em certas partes do meu corpo, que eu tentava evitar.Senti-la corresponder ao beijo me fez aprofundá-lo um pouco mais, apertando sua cintura de forma instintiva. Eu só sabia de uma coisa: não perderia a oportunidade de beijá-la, mesmo que fosse uma única vez. Mesmo que nunca mais acontecesse ou que ela jogasse na minha cara o quanto é apaixonada pela memória do meu irmão.— Evellyn, hoje não… — falei
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